quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Espiritualidade da Igreja

Qual deve ser o envolvimento da Igreja com a sociedade? E o cristão, até onde vai sua obrigação de se envolver com os problemas ao seu redor? Suas preocupações e cuidados devem se limitar a sua família, a igreja local, ou deve ele estender seus esforços para transformar o meio em que vive?
Essas perguntas são respondidas em teologia sistemática no locci conhecido como a espiritualidade da igreja e obteve grande destaque na teologia luterana. Lutero chamou essa doutrina de “dois reinos”. Como leitura preliminar no assunto sugiro o capítulo “Igreja e Reino” na sistemática de Berkhof. Sugiro também a leitura do livro 4 nas Institutas de Calvino que lida exclusivamente com eclesiologia (você já parou para pensar que Calvino dedicou 1/3 de sua magnus opus para lidar somente com eclesiologia?).

Recentemente, nos Estados Unidos, a teologia dos “dois reinos” tem recebido bastante atenção. David VanDrunen, ministro da Igreja Presbiteriana Ortodoxa e professor de teologia sistemática no seminário Westminster California, escreveu dois livros no assunto, um para o público acadêmico e outro com linguagem mais popular (confira os livros aqui e aqui). As posições de VanDrunen não passaram desapercebidas e apesar dos livros serem bastante recentes, já possuem refutações: o Dr. Nelson Kloosterman analisou o livro mais acadêmico (confira aqui) e o Dr. Keith Mathison analisou o livro mais popular (confira aqui).

“Ok, Breno”, você vai dizer, “obrigado pela atualização teológica, mas e daí?! Por acaso esse assunto é importante para nós aqui no Brasil?” Minha resposta: muitíssimo importante! Uma óbvia evidência dessa importância é o atual dilema que nós brasileiros vivemos no que diz respeito ao kit de educação homossexual promovido pelo ministério da educação. Está o governo federal excedendo sua jurisdição à medida que promove esse kit? Qual deve ser a reação da Igreja diante desse movimento? Qual deve ser o comportamento do cristão enquanto cidadão brasileiro e celestial? Essas são perguntas muito importantes que precisam ser respondidas com o crivo bíblico.

Eu não pretendo oferecer respostas, pelo menos ainda não. Talvez esse possa ser o tema do próximo artigo no blog “E a Bíblia com isso?”

sábado, 1 de janeiro de 2011

Vamos ler a Bíblia toda nesse ano novo?

Quantas vezes você fez essa resolução de ano novo: "vou ler a Bíblia todinha esse ano"? Quantas vezes você conseguiu cumprir?

Bom, se você pode orgulhosamente bater no peito e dizer "ontem eu li os últimos capítulos da minha agenda de leitura" ou se você tristemente fica em silêncio diante da pergunta acima, não importa! Um novo ano começou e você deve hoje mesmo começar seu projeto de leitura da Bíblia toda em um ano.

"Mas por onde começar", você se pergunta. Recebi à alguns dias atrás de um aluno aqui do seminário um link para diversos recursos (calendários de leitura) para você devorar as Escrituras durante os 365 dias de 2011. Para ir ao site clique AQUI! 

"Mas o site está todo em Inglês", você vai reclamar. Calma! Use o tradutor do Google para conseguir ler o site e escolha um dentre os diversos calendários de leitura. As opções são diversas. Você pode escolher entre o calendário cronológico, normal, M'Chayne, literário, etc. Se você é corajoso, não deixe de conferir o sistema do professor Grant Horne. Tem gente que conseguiu ler a Bíblia toda em menos de 6 meses. Nesse sistema você lê 10 capítulos da Bíblia por dia. Para ter acesso direto à esse esquema clique AQUI!

"Mas todos esses calendários estão em Inglês", você vai retrucar. Deixe de ser preguiçoso e medroso! Mesmo estando em Inglês, os capítulos e verssículos dos diversos livros da Bíblia são os mesmos e você pode usar sem problemas. Além do mais, essa é uma ótima oportunidade para você aprender os nomes dos livros em Inglês. O benefício é seu por todos os ângulos!

Por útltimo, tente também ler as Institutas de Calvino durante esse ano. Tem um calendário prontinho para você usar. Clique AQUI para conferí-lo. Se você não tem as Institutas, adquira seu volume bem baratinho clicando AQUI. Confira AQUI um guia de leitura das Institutas e AQUI uma análise sistemática dessa magus opus do grande reformador.

Então, deixa de "mas-mas" e começe seu projeto já!

Abraço forte e boa leitura à todos.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sobre oração pública

Samuel Miller, pastor presbiteriano que iniciou seu ministério no finalzinho do século XVIII, escreveu um excelente livro sobre oração pública chamado “Thoughts on Public Prayer”.  O livro é organizado em cinco capítulos: introdução, breve histórico da oração pública, o lugar da oração publica em liturgias, frequentes falhas em orações públicas, characterísticas de uma boa oração pública, maneiras de adquirir excelência em orações públicas.

Estou lendo o capítulo 4, que lida com frequentes falhas, e uma delas (Miller aponta 18, essa é a de número 8) é a menção de posições políticas, partidos políticos, personalidades públicas (polítcas ou não) nas orações públicas feitas pelos ministros do Evangelho. No que diz respeito a personalidades, Miller adverte, o ministro deve ser breve e genérico. No que diz respeito a assuntos políticos e partidos políticos Miller sugere que o ministro opte pela abstenção total! A razão que o experiente pastor utiliza como base de sua posição é que tal prática traz divisão para a Igreja que deve ser o harmonioso corpo de Cristo. Ele argumenta: “porque os sentimentos da Igreja de Cristo precisam ser invadidos enquanto se aproximam do trono da graça por alusões desnecessárias a pontos sobre os quais os sentimentos mais mundanos estão dolorosamente engajados”.

Miller estende o seu conselho não somente a prática da oração mas também a pregação. Ele entende que a figura do pastor possue grande influência na congregação e que seu papel é manter a unidade dos membro e não o de promover desunião. Miller utiliza sua vasta experiência pastoral e aconselha: “eu decidi, há mais de trinta anos atras, nunca permitir a mim mesmo, seja em oração pública ou ao pregar, a expressar uma sílaba, seja em períodos de grande excitação política ou de desputa entre partidos, que pudesse permitir a qualquer ser humano conjecturar em  qual lado do conflito político eu estava... eu veementemente recomendo para todo ministro do evangelho. O quanto mais aquele que ministra coisas santas se abstem de conflitos políticos, mesmo em conversaçoes comuns, e muito mais no seu trabalho público, o melhor.”

Eu concordo com Miller. Ele parte de um princípio bíblico simples, o princípio da preservação da unidade do corpo do Cristo, e aplica a responsabilidade da conservação dessa união ao pastor. Um exemplo rico de tópico doutrinário aplicado a vida diária. O período de eleições se aproxima no Brasil. Que seja um momento para orarmos, pedirmos direção a Deus sobre qual canditado escolher, selecionar aqueles em quem votamos pelos seus valores e posicionamentos bíblicos, porém que também seja um momento de exercitamos a separação Igreja-Estado.

Se você tem domínio suficiente da língua Inglêsa, recomendo que leia a cópia do livro gratuitamente oferecida em:

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tremores em Alagoinha e o fim do mundo!

Apesar de estar aqui na conferência, não pude deixar de ler no JC uma matéria a respeito de tremores em Alogoinha, no agreste do meu amado estado. Confira a matéria aqui.

Lembro de um tempo quando todo mundo se assustava quando alguém falavar em guerra, tremores de terra ou em sinais no céu como por exemplo a lua brilhando com uma tonalidade de cor diferente. Meu pai era um desses. Ficava impressionado com tudo. "É o fim do mundo", dizia ele.

Pensamentos como esses, dizem aquele que assim pensam, possuem base escriturística. Quem não conheçe o famoso sermão escatológico de Cristo encontrado em nos evangelhos sinóticos? Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21 são os lugares que em você pode conferir as marcantes palavras do Senhor Jesus a respeito dos últimos dias. Veja, por exemplo, Mt. 24:7, Mc. 13:8 e Lc. 21:11. Os três textos utilizam terremotos e outros fenômenos da natureza como linguagem apocalíptica e como sinais que marcam o fim dos tempos.

A pergunta é: será que essa é uma boa forma de enterder esse texto? Qual seria a melhor interpretação do sermão escatológico do nosso Senhor? O que você acha?

Enquanto eu pesquiso um pouco nessa área e preparo uma postagem para vocês, confiram os seguintes títulos que certamente trarão luz a esse assunto:

1) Os últimos dia segundo Jesus - R. C. Sproul
2) Quando essas coisas acontecerão? - Keith Mathison
3) Comentário em Mateus - Leon Morris
4) Comentário em Marcos - James Edwards
5) Comentário em Lucas - Joel Green

Intervalo na leitura do livro O Peregrino

Queridos leitores.

Eu li apenas um capítulo do livro do famoso John Bunyan e já vou parar?

Temporáriamente sim. Durante a primavera, o seminário no qual estudo organiza uma conferência teológica que ocupa todo o meu tempo durante a semana. Eu organizo os computadores que são usados para venda de livros no intervalo das palestras. Ao todo são quatro máquinas. O ano passado foi um verdadeiro CAOS. Foi minha primeira conferência e eu não sabia muito bem como era o rítimo das coisas por aqui. Após o sofrimento, decidi criar uma rede que não traría mais dores de cabeça como as que tive e, graças a Deus, tudo está funcionando direitinho.

Bom, assim que a conferência acabar, continuarei a leitura de O Peregrino. Espero que todos vocês aguardem com expectativa.

Até lá!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Projeto "Lendo o Peregrino" - Capítulo 1

Ouça o primeiro capítulo do livro O Peregrino.
Para mais informações sobre o livro, clique AQUI!

Projeto "Lendo o Peregrino"

Sempre que eu navego pela internet deparo-me com milhares de blogs sobre os mais diversos assuntos, expressando as mais diversas opiniões. Parece que todo mundo tem o dizer hoje em dia, inclusive eu.

Entretanto, verdade seja dita, se juntarmos metade de todos os blogues que existem hoje na internet não dá um bom livro escrito à moda antiga e mesmo sendo isso FATO, continuamos a desprezar os grande pensadores que existiram antes de nós e que tantas pérolas produziram.

Foi motivado por essa certeza que decido começar o projeto "lendo o Peregrino". John Bunyan foi o escritor dessa grande obra, issuperável na literatura mundial. Houve uma época em que esse livro era tão popular quanto novela das oito. Minha idéia ler os capítulos para vocês ouvirem sempre que der um tempinho. Os arquivos não chegam nem a 10 minutos.

Tenha certeza de que você lucra muito mais ouvindo a leitura desse livro do que em ficar lendo as leseiras que o povo publica na internet!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Recursos exegéticos na Internet

Hoje eu enviei um e-mail para um irmão muito querido que está em Recife sobre ferramentas exegéticas online.

É realmente impressionante o que é possível fazer em termos de estudos bíblicos e linguísticos com os recursos gratuitos que são oferecidos na internet. Tudo o que você precisa é saber um pouco de Inglês ou usar os tradutores oferecidos na internet (não fazem um trabalho 100% preciso mas são gratuitos).

Após ter enviado a mensagem, achei que o seu conteúdo poderia ser útil também para outros que buscam aumentar seu conhecimento nas sagradas escrituras e decido postá-lo aqui.

Boa leitura e boa pesquisa!

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Meu irmão querido. Que saudade de você.

Desculpe a demora para responder a você. Muita ocupação por aqui! Tivemos uma leve tempestade de gelo nesse fim de semana e o culto na nossa igreja foi cancelado. Passei boa parte do domingo removendo gelo da minha garagem.

Bom, com relação aos recursos, o primeiro que eu gostaria de sugerir é Esword. É um programa gratuito onde você poderá ter acesso a diferentes traduções da Bíblia, diversos comentários, obras teológicas como as Institutas de Calvino, mapas e outros recursos visuais. O site de acesso ao programa é http://www.e-sword.net/. Você também vai encontrar diversas edições das Escrituras nas línguas originais. Tudo o que você precisa fazer é baixar os arquivos no seu computador e instalá-los.

Agora, o que instalar?

Bom, aqui vão minhas sugestões:

1. Obrigatóriamente você precisa instalar o programa (application).

2. O programa virá apenas com a versão king james. Você precisará instalar outras versões. Sugiro as seguintes: ASV, ESV, NKJV, e é claro a versão em nossa língua (Almeida). Com essas versões você poderá comparar como diferentes tradutores interpretaram um determinado texto bíblico.

3. Depois de instalar algumas versões bíblicas, você certamente desejará instalar alguns comentários. Estas são minhas sugestões: instale Keil and Delitzsch (classico comentário no AT), John Gill (sólido pastor batista, comenta toda a Bíblia), Mattehw Henry (também comenta toda a bíblia, ponto de vista presbiteriano), Jamieson, Fausset and Brown (perspective mais acadêmica) e os comentário de Spurgeon no livro de salmos (o comentário chama-se The Treasury of David).

4. Após os comentário, você deve instalar alguns dicionários que o ajudarão a melhor compreender a origem o significado de específicas palavras nas línguas originais. O programa já inclui automaticamente o dicionário Strong’s que é bastante útil. Sugiro as seguintes adições: Brown-Driver-Briggs (ótimo dicionário de Hebraico) e International Standard Bible Encyclopedia (definições gerais).

5. Para terminar, você pode incluir documentos teológicos para complementar seus estudos. Esses textos poderão ser úteis para dar-lhe uma visão doutrinária do texto estudado. Particularmente eu baixaria tudo o que está nessa área! Mas eu posso indicar aqueles títulos que acho impressindíveis em sua análise textual: Ante-Nicene Fathers (excelente ferramenta para interargir com alguns dos antigos pais da igreja), Creeds of Christendom (maravilhoso tratado sobre os principais credos da cristandade), History of The Christian Church (obra completa to Philip Shaff, muito boa mesmo) e Institutes of the Christian Religion (sem comentários !!!).

Meu irmão querido, eu espero que esses recursos ajudem nos seus estudos bíblicos. Que eles não somente sirvam como uma ferramenta exegética, mas como um instrumento que lhe leve a corretamente entender a palavra do nosso Deus e, consequentemente, à alimentar a sua alma.

Um grande abraço e que o Senhor lhe abençõe ricamente.

Breno.

sábado, 19 de setembro de 2009

Sobre o Quarto Mandamento

Domingo está chegando. Você vai cuidar da sua alma?

Umas das mais intrigantes afirmações do Senhor Jesus Cristo nos evangelhos é aquela que encontra-se no evangelho de Marcos 2:27: “O Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado.” Pelo contexto da passagem, o que Cristo estava fazendo era libertar o quarto mandamento do seu cativeiro de tradições e prescrições humanas no qual os fariseus o haviam prendido.

Qual o conceito que Cristo estava corrigindo aqui? A idéia de que o Sábado (Shabbâth ou dia de descanso) é um fardo. Os fariseus estavam fazendo do Sábado um fardo quando anexaram seus detalhismos tôlos e suas orientações fabricadas. Cristo retorna ao conceito do Antigo Testamento, da ordenança original, restaurando o Sábado como uma necessidade e um deleite. Desde a ressureição de Cristo, o Sábado vetero testamentário foi transformado no Domingo, mas ainda é possível transformá-lo em um fardo. Corremos esse risco quando fugimos da simplicidade do mandamento (6 dias são seus, 1 dia é dAquele que lhe deu os outros 6, dedique totalmente a Ele) ou quando não reconhecemos a necessidade de nossa alma (o Sábado foi feito para homem). Existe uma carência em todos nós que fomos criados a imagem de Deus de estarmo em comunhão com Ele (Pai, Filho e Espírito Santo). Ele nos fez assim e por isso mesmo criou também o Sábado para satisfazer essa necessidade.

O Domingo é uma dia cheio de espectativa e alegria para você? Um dia de regozijo e de comunhão com seu Criador? Se você quiser ler mais sobre o Sábado e aplicação apropriada nos nossos dias, recomendo o livro do Dr. Joseph Pipa (que também é meu professor e presidente do Seminário Presbiteriano em Greenville).

O link para o livro é: http://www.wtsbooks.com/product-exec/product_id/1352/nm/Lord's+Day+(Paperback)_?utm_source=bmacedo&utm_medium=blogpartners

Esse livro está disponível em nossa linda língua portuguesa. Ele foi publicado pela editora Os Puritanos.

sábado, 14 de março de 2009

Assasinato na Renascer é a cara do movimento neo-pentecostal no Brasil

Com muita tristeza acabei de ler a rápida reportagem do JC na web sobre um assassinato que ocorreu na igreja Renascer em Cristo em Boa Viagem. O texto dizia que um rapaz que estava dormindo na igreja acordou com o barulho que outras pessoas faziam ao prepararem o local para um evento. Após uma discussão, o indivíduo cujo sono foi interrompido esfaqueou um dos “barulhentos”.

Mas, porque penso que esse crime hediondo reflete um pouco do neo-pentecostalismo no Brasil? A resposta é fácil: o movimento neo-pentescotal brasileiro, aquele que está no rádio ou na televisão, é capenga (para os que estão fora da região nordeste, é manco). Não reflete a ênfase bíblica (que é o temor ao Deus triúno e uma vida que glorifique ao seu nome em amor a Ele) e, portanto, não transforma vidas. Mas as destroem.

É capenga porque, utilizando a Bíblia, ensina meias verdades e até inverdades por completo. Ensina que Cristo salva, mas não ensina que Cristo é Senhor daqueles a quem salva e requer daqueles que o seguem obediência aos padrões dEle .

Ensina que o Espírito Santo traz dons ao crente e enfatiza o sobrenatural, mas não ensina que o Espírito traz fruto na vida do verdadeiro convertido. Fruto esse que é evidenciado na vida prática do cristão. Aquele que odiava, passa a amar. Aquele que era triste e depressivo, passa a ser alegre. Aquele que tinha o coração e a alma aperriada (aflita, perturbada), passa a ter paz. O impaciente e brabo passa a ser manso e calmo. O desonesto (no cassamento, nos negócios ou em qualquer outra área da vida) abraça a fidelidade. O que tinha prazer em praticar o mal o se alegrava na perversidade, regozija-se com a bondade e ele mesmo é benigno.

Ensina falsamente, através da forma como cultuam, que Deus não se importa com a forma como é cultuado. Na verdade, a preocupação se ele é aceito e aprovado por Deus é inexistente. O culto é feito para o seu prazer. O que importa é que agrade o sentidos daqueles que estão lá dentro com muita música, arranjos maravilhosos, coreografia e dança, corais com milhões de vozes, efeitos de luzes e etc.

Ensina falsamente que a centralidade do evangelho é o ouvinte. O Deus todo poderoso da Bíblia é transformado no gênio da lâmpada mágica que dá para o crente tudo o que ele quiser. Basta pedir. Onde a planta dos seus pés pisarem, decretando, será seu. Está precisando de proteção, pegue o lenço ou a rosa ungida, a pedra santa de Israel, o óleo abençoado, ou qualquer outro coisa como essas que na idade média eram conhecidas como amuletos ou relíquias que seus problemas estarão resolvidos.

E qual é o resultado de um evangelho capenga? O resultado é a falsa impressão de conversão e religiosidade que mata lentamente e silenciosamente aqueles que a abraçam. Veja pela vida da liderança. A Igreja Renascer, uma das maiores denominações neo-pentecostais do Brasil, não é conhecida pela piedade e santidade dos seus líderes. Muito pelo contrário, ela sempre está associada com diversos escândalos, desonestidade e falcatruas.

Onde estão aqueles que “reviraram o mundo”? Rogo a Deus que os levante e que eles também cheguem até aqui!